MANUAL ILUSTRADO
Da primeira medida
ao plano de embarque.
Não precisa conhecer os termos da logística para começar. Este guia mostra o que preencher, onde clicar e como interpretar o resultado — com exemplos e prints da própria aplicação.
6 passos · Explicações para iniciantes · Capturas que você pode ampliarPense em uma mudança de casa.
Você tem caixas e móveis para colocar em um caminhão. Algumas caixas podem ficar umas sobre as outras; outras não. Um móvel pode caber no caminhão, mas não passar pela porta. E juntar tudo que é pesado em uma ponta pode desequilibrar o veículo.
O Estiva faz uma simulação parecida, usando containers de transporte marítimo. Você informa o tamanho, o peso e as restrições da carga. Ele estima quantos equipamentos serão necessários e desenha uma distribuição possível.
O que é estufagem?
É organizar e carregar os volumes dentro do container. Aqui você planeja essa organização antes de executar a operação.
O que é FCL?
É uma operação em que o container é contratado para a sua carga. Isso não significa que ele precisa ficar fisicamente cheio.
Ele ajuda a comparar equipamentos e preparar o embarque. Não substitui a conferência das medidas reais, da resistência das embalagens, dos pontos de içamento e da amarração pela equipe responsável.
Separe estas informações
- Quantidade de volumes iguais e descrição de cada tipo de carga.
- Comprimento, largura, altura e peso de uma unidade, incluindo embalagem e palete.
- Se a carga aceita peso em cima, quantas camadas admite e qual é o limite de peso sobre o topo.
- Como será movimentada: empilhadeira, paleteira, guindaste com olhais ou lingas.
Cadastre o que você vai embarcar.
Na aba Dados da carga, clique em Adicionar tipo de carga. Cada item representa volumes com as mesmas dimensões, peso e condições de manuseio. Por exemplo: dez caixas iguais ficam em um item com quantidade 10; uma máquina diferente precisa de outro item.
Para aprender, use Selecionar cenário e escolha “Carga paletizada empilhável”. Os prints deste guia usam esse exemplo: 84 paletes. Carregar um cenário ou clicar em “Restaurar exemplo” substitui a carga, os equipamentos e os parâmetros atuais.
Cadastro da carga e suas restrições. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
- 1Quantidade, dimensões e peso unitário
Informe o número de peças iguais e as medidas de uma peça. O peso também é por unidade; o sistema multiplica pela quantidade.
- 2Empilhamento: Sim ou Não
Sim permite receber carga no topo, dentro dos limites informados. Não faz o modelo colocar esse volume somente no piso, sem peças sobre ele.
- 3Como a peça será movimentada
Escolha o método real. Autorize giro ou tombamento somente se forem permitidos para aquela carga. A seção de manobra contém permissões adicionais.
- 4Confira o total do item
Neste exemplo: 84 × 620 kg = 52.080 kg, ou 52,08 t. A cubagem é 84 × 1,20 × 1,00 × 1,15 = 115,92 m³.
Medidas em milímetros; peso em quilogramas.
Se a caixa mede 1,20 m de comprimento, digite 1200 no campo. Não digite 1,20: o campo espera milímetros. Não some as dimensões de todas as caixas.
Como preencher o empilhamento?
Máximo de camadas = 2 significa uma peça no piso e outra em cima. Carga admitida no topo = 800 kg significa que a peça de baixo admite até 800 kg sobre ela. O sistema verifica também a carga transmitida às peças inferiores.
Atenção ao zero: no campo “Carga admitida no topo”, 0 significa “limite não informado”, e não “não suporta peso”. Para impedir empilhamento, marque Não. Confirme a resistência da embalagem antes de informar um limite.
Girar não é a mesma coisa que deitar.
Giro de 90° troca a posição do comprimento e da largura, mantendo a peça em pé. Pode deitar permite mudar a face apoiada. Em “Condições de manobra”, a permissão de orientação temporária autoriza uma tentativa de girar ou tombar a peça para atravessar a porta, mesmo que ela termine em pé. Se isso não é permitido, desmarque essa opção.
O desenho assume massa uniforme em cada volume. Marque “Carga sensível ou centro de gravidade deslocado” quando aplicável: o sistema alerta para a conferência do CG real, mas não calcula a localização interna de motores, contrapesos ou outras partes pesadas.
Habilite os equipamentos disponíveis.
Abra a aba Equipamentos. Clique nos cartões para incluir ou retirar um tipo da comparação. O cartão marcado em verde está habilitado. “Habilitar todos” permite comparar todos os tipos cadastrados; isso não faz uma reserva com o armador.
Catálogo de equipamentos considerados no cálculo. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
- 1O visto indica um tipo habilitado
Clique no cartão para alternar a seleção. Se desmarcar todos, o cálculo para e pede ao menos um equipamento.
- 2Tamanho e limite de carga são coisas diferentes
Dimensões dizem o espaço disponível. Payload é o peso máximo da carga. Tara é o peso do próprio container vazio.
- 3A carga também precisa passar pela abertura
Uma peça pode caber no espaço interno e não passar pela porta ou pelo teto aberto. O plano verifica essas restrições para o método de entrada informado.
| Tipo | Em linguagem simples |
|---|---|
| 20GP / 40GP | Containers fechados de uso geral. O 40GP tem mais comprimento, mas, neste catálogo, ambos têm payload de 28 t. |
| 40HC | Container fechado mais alto. Pode ajudar com volumes altos ou quando a altura adicional permite outra camada. |
| 40OT | Open top: pode receber carga pelo teto aberto. A peça precisa passar pela abertura do teto para içamento vertical. |
| 20FR / 40FR | Flat rack: plataforma aberta, com estruturas nas extremidades. Pode atender peças pesadas ou fora do gabarito, respeitando apoio e restrições. |
E os parâmetros de planejamento?
Abaixo do catálogo, expanda Parâmetros de planejamento. Ali ficam a folga entre peças, o apoio mínimo e outras hipóteses. Se você ainda está aprendendo, use os valores de exemplo para explorar a tela e peça à operação para confirmar os valores do embarque real.
“Referência de peso bruto” gera um alerta de comparação; não é um limite legal universal de caminhão e não substitui o payload do equipamento. O envelope de largura do flat rack permite avaliar o balanço de uma peça larga; ele não cria piso extra para colocar caixas ao lado.
Leia a sugestão e compare alternativas.
O cálculo é automático. Depois de editar os dados, aguarde a mensagem “Atualizando plano…” desaparecer. Clique em Plano de estufagem ou em Explorar plano completo na prévia.
Alternativas calculadas para os 84 paletes do exemplo. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
- 1Leia a quantidade antes do código
3 × 40GP significa três containers do tipo 40GP. Uma combinação como 1 × 20FR + 1 × 40GP usa dois tipos de equipamento.
- 2As porcentagens têm denominadores diferentes
Cubagem compara volume ocupado com espaço geométrico; payload compara peso da carga com capacidade de peso. São médias dos equipamentos dessa opção.
- 3Clique em outra linha para inspecioná-la
O desenho e os detalhes passam a mostrar a opção escolhida. O selo Sugerido identifica a recomendação do cálculo, não uma aprovação operacional.
Por que um container com espaço sobrando pode estar “cheio”?
Pense em uma mala de viagem: pode sobrar espaço, mas ela já ter atingido o limite de peso. No container, também podem faltar área de piso, altura para uma camada extra ou acesso para movimentar a carga. Por isso, não basta dividir a cubagem total pela capacidade nominal.
No print, cinco 20GP têm ocupação cúbica maior, mas exigem mais equipamentos. O sistema combina um índice relativo de custo, ressalvas e aproveitamento. Esse índice não é preço de frete, e a busca não garante a melhor solução entre todas as combinações possíveis.
Como interpretar os avisos
- Informação: orientação ou condição que merece conferência, como vazios para travamento.
- Ponto de atenção: exige avaliação, por exemplo peso bruto acima da referência ou excesso de gabarito.
- Restrição crítica: a opção precisa ser revista. Ela pode aparecer para inspeção, mas não é sugerida automaticamente.
- Não comporta: o modelo não encontrou encaixe para toda a carga nesse tipo, nas condições informadas. Leia o motivo na própria linha.
Veja onde cada volume ficaria.
Cada bloco “Equipamento 1 de 3”, “2 de 3” e assim por diante representa um container individual. A prévia da primeira tela mostra apenas o primeiro; percorra o plano completo para conferir os demais.
Distribuição dos volumes no primeiro equipamento. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
- 1Alterne o ponto de vista
3D mostra o conjunto; Planta mostra de cima; Corte lateral ajuda a conferir alturas e camadas; Vista frontal mostra a carga olhando pela frente.
- 2Os números identificam a sequência sugerida
Eles correspondem à tabela de coordenadas. As cores identificam tipos de carga. Abaixo do desenho, clique na legenda para destacar um tipo.
- 3Ajuste a câmera para inspecionar
Arraste para girar. Use + e − para zoom, os presets para posições prontas ou duplo clique para restaurar. Com foco no desenho, as setas giram e Home restaura.
Na Planta, quando houver mais de uma camada, use o seletor para ver a primeira, a segunda ou todas. Isso ajuda a perceber o que está no piso e o que está apoiado em outra peça.
Como entender o equilíbrio do peso?
Imagine carregar uma bandeja: se todo o peso fica em uma ponta, ela tende a inclinar. O centro de gravidade (CG) é o ponto de equilíbrio estimado. Um desvio em direção à porta significa que o peso está mais concentrado daquele lado.
Abra Distribuição de peso, içamento e peação para ver o perfil longitudinal e as reações estimadas nos quatro cantos. São estimativas estáticas com massa uniforme; não representam a capacidade certificada dos pontos de içamento nem autorizam uma operação de guindaste.
Confira a sequência e as posições.
No final de cada equipamento, abra Sequência de estufagem e coordenadas. Cada linha corresponde a um volume físico, mesmo quando vários volumes pertencem ao mesmo tipo de carga.
Trecho da tabela: role na aplicação para ver os demais volumes. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
- 1Número do volume no desenho
A coluna # permite relacionar a linha com o número desenhado. A sequência é uma sugestão geométrica que a operação precisa conferir.
- 2X, Y e Z são posições em milímetros
X avança do fundo em direção à porta; Y vai de um lado ao outro; Z é a altura a partir do piso. Em Z = 0, a peça está no piso.
- 3Dimensão final, orientação, camada e peso
C × L × A mostra a peça já orientada no plano. Compare com a entrada para identificar um giro. A segunda camada aparece como 2ª.
Exemplo do print: o volume 3 tem X = 0, Y = 198 e Z = 1150. Seu canto de referência fica no início do comprimento, deslocado 198 mm lateralmente e a 1,15 m do piso. Ele está na segunda camada. As coordenadas indicam o canto de referência da peça, não o seu centro.
No flat rack, um Y negativo pode representar uma peça larga centralizada com balanço lateral. Não é, por si só, um erro de coordenada; consulte o aviso de fora de gabarito e a avaliação de apoio.
Salve o plano que você conferiu.
Escolha a alternativa desejada, revise os alertas e use os botões no canto superior direito.

Ações disponíveis no cabeçalho do planejador. As marcações pertencem ao guia; os controles da captura não são interativos.
Não há conta nem sincronização entre computadores. Limpar os dados do site, usar outro navegador ou navegar em modo privado pode impedir a recuperação. O aplicativo ainda não tem importação de JSON: a exportação não deve ser confundida com um botão de restaurar o cenário.
Os botões ficam indisponíveis enquanto o cálculo está em andamento. O PDF também precisa de uma opção selecionada. Se todos os planos tiverem restrições críticas, a seleção para inspeção não elimina essas restrições.
Perguntas que aparecem no primeiro uso.
Não apareceu nenhum plano. O que conferir?
Leia o aviso no topo. Quantidade precisa ser um inteiro positivo; dimensões e peso precisam ser maiores que zero. Habilite pelo menos um equipamento. Acima de 1.500 volumes, o cálculo é bloqueado, sem gerar um plano parcial; represente unidades de manuseio reais, como paletes, se aplicável.
Minha máquina cabe por dentro, mas o equipamento foi recusado.
Confira a porta, a abertura de teto e o método de manuseio. Uma máquina que exige olhais no topo precisa de acesso vertical. No 40OT deste catálogo, a abertura de teto tem 2,19 m de largura; uma peça de 2,20 m não passa na mesma orientação por essa abertura.
Por que o sistema usou mais containers para uma carga não empilhável?
Ela ocupa somente o piso no modelo. O espaço vazio acima dela não pode ser aproveitado por outra peça. Peso, apoio, folgas e geometria também podem exigir mais unidades.
Os números mudaram quando marquei “Pode deitar”. Isso é normal?
Sim. Você autorizou novas orientações, e outra disposição pode caber. Só mantenha essa permissão se a peça e sua embalagem realmente puderem viajar nessa posição.
“Não comporta” prova que o embarque é impossível?
Não. Significa que o modelo não encontrou uma solução com as medidas, tipos e permissões atuais. Confira a entrada e as restrições reais. Pode ser necessário outro equipamento ou um plano elaborado pela equipe de projeto.
Posso entregar o desenho diretamente para içar a carga?
O desenho ajuda a preparar e discutir a operação. Para executar, a equipe precisa confirmar CG real, posições e capacidades dos olhais, acessórios, pontos de ancoragem, resistência do piso e instruções do fabricante. O Estiva não dimensiona esse conjunto certificado.
Um dicionário sem jargão.
- Volume
- Uma unidade física de manuseio: caixa, palete ou máquina. “10 volumes” significa dez unidades; não dez metros cúbicos.
- Cubagem / CBM / m³
- O espaço geométrico ocupado. Comprimento × largura × altura, em metros, resulta em metros cúbicos.
- Payload
- O peso máximo de carga admitido pelo equipamento no catálogo. Não inclui a tara do próprio container.
- Tara e peso bruto
- Tara é o peso do container vazio. No plano, peso bruto do equipamento = tara + peso da carga.
- TEU
- Unidade de comparação de tamanho: um container de 20 pés equivale a 1 TEU; um de 40 pés, a 2 TEU. Não é uma quantidade de toneladas.
- CG
- Centro de gravidade: o ponto de equilíbrio do peso. Aqui é estimado a partir de volumes com massa uniforme.
- Içamento e olhais
- Içamento é levantar a carga. Olhais são pontos de pega previstos na peça; sua capacidade e posição precisam ser conhecidas.
- Peação / amarração
- Fixação da carga para evitar movimento durante o transporte. Inclui dispositivos e pontos de fixação adequados.
- Fora de gabarito / OOG
- Carga que ultrapassa o envelope de referência do equipamento, por exemplo na altura ou lateralmente. Exige avaliação e aprovação da operação.
- Folga, apoio e berço
- Folga é o espaço livre entre peças. Apoio é a área da base que recebe suporte. Berço é uma estrutura preparada para apoiar e distribuir o peso da carga.
- daN
- Decanewton, uma unidade de força usada nas estimativas de retenção. Não é o peso em kg e não deve ser preenchida como se fosse.
Agora, experimente com uma carga conhecida.
Comece pelo exemplo, altere um dado de cada vez e observe o que muda no plano.




